Um único indivíduo teria usado um comando curto para coordenar agentes de inteligência artificial em ataques contra mais de 100 empresas. Segundo informações da empresa de cibersegurança NoForge, divulgadas pela Reuters, os bots fizeram mais de mil tentativas de invasão. A pessoa responsável não foi identificada.
O comando tinha cerca de 100 caracteres chineses — aproximadamente 300 caracteres quando representado com o alfabeto romano. A ferramenta usada pode ter sido a Cairn, criada para resolver problemas com IA e, segundo o relato, frequentemente adotada por hackers. A reportagem não confirma que essa ferramenta foi usada no ataque.
O que se sabe sobre a operação
A investigação aponta tentativas em mais de 1.200 sites. O custo total estimado foi de US$ 5 mil em tokens, unidades usadas para cobrar o processamento de serviços de IA. A NoForge calcula que isso equivaleria a cerca de US$ 50 por tentativa bem-sucedida.
Algumas empresas envolvidas confirmaram que foram invadidas. Elas afirmaram não ter encontrado indícios de vazamento de dados sensíveis. O texto não informa quantas empresas confirmaram a invasão nem identifica as organizações afetadas.
O que continua incerto
O caso mostra como programas de IA podem ser usados para organizar muitas tentativas de ataque, mas não esclarece quais falhas foram exploradas, se todas as invasões tiveram sucesso ou quem estava por trás da operação. Também não há detalhes sobre medidas de segurança adotadas pelas empresas atingidas.
Por que importa
Para equipes que mantêm sites e serviços online, o relato indica que uma única pessoa pode coordenar tentativas automatizadas em grande escala com custo estimado de US$ 5 mil. Algumas empresas não encontraram sinais de vazamento sensível, mas não se sabe quais falhas foram exploradas nem quantas invasões foram confirmadas.