O Cursor afirma que uma cópia adulterada da extensão Claude Code, da Anthropic, ficou disponível por cerca de 11 horas em 29 de outubro de 2026 na loja de extensões para VS Code da empresa. O pacote afetado era a versão 2.1.313, e até 5.000 usuários podem ter sido expostos. A Anthropic não criou nem publicou a versão maliciosa.
A extensão tentou coletar informações como o nome do computador, o nome de usuário, o sistema operacional, o caminho da pasta pessoal, o e-mail do Git e o endereço IP público. Também tentou adicionar uma chave controlada por um invasor às configurações SSH do computador e criar um túnel persistente de acesso remoto.
O que a extensão poderia fazer?
Segundo o Cursor, o túnel geralmente falharia no macOS e no Windows porque ativar o serviço SSH local exige direitos de administrador, que a extensão normalmente não teria. O código malicioso também continha erros. Mas essas limitações não significam que todas as etapas do ataque tenham falhado: o Cursor afirma que a extensão ainda poderia enviar os dados coletados, adicionar a chave do invasor e instalar scripts que continuariam sendo executados em segundo plano.
O The Register informa que a empresa de segurança Phorion foi a primeira a identificar o pacote adulterado. Felix Rieseberg, integrante da equipe técnica da Anthropic, disse que o incidente envolveu o acesso à loja do Cursor, e não uma invasão dos sistemas da Anthropic ou dos laptops de seus funcionários. Segundo a empresa, as versões oficiais da extensão da Anthropic não foram afetadas.
O que os usuários afetados devem fazer?
O Cursor removeu o pacote, tirou sua loja do ar durante a investigação, verificou outras extensões e trocou suas chaves antes de restabelecer a loja. Também trabalhou com o provedor de hospedagem do servidor para bloquear a conexão do invasor. O Cursor afirma não ter encontrado indícios de que outras extensões tenham sido adulteradas.
Quem instalou ou atualizou para a versão 2.1.313 pela loja do Cursor durante o período de exposição deve seguir as instruções de segurança da empresa. Elas incluem verificar se há uma chave SSH não autorizada identificada como “svc-telemetry”, remover arquivos de persistência e processos de túnel e trocar credenciais usando um dispositivo confiável. O Cursor alerta que desinstalar a extensão, por si só, pode não remover os scripts maliciosos independentes que rodam em segundo plano.
O Cursor não explicou como o pacote malicioso entrou em sua loja. A empresa afirma que suas conclusões dizem respeito a esse pacote específico e que não há indícios de que outras versões ou a distribuição oficial da Anthropic tenham sido afetadas.
Por que importa
Desenvolvedores que instalaram essa versão específica da extensão pelo Cursor durante o período de exposição devem verificar seus computadores e trocar as credenciais usadas neles; apenas desinstalar a extensão pode deixar scripts maliciosos no sistema. O Cursor não informou como o pacote chegou à loja, então a forma como ele foi introduzido continua desconhecida.