O McDonald’s enfrenta uma ação coletiva nos Estados Unidos que acusa a rede de usar inteligência artificial para influenciar os preços de suas franquias. O processo foi registrado em Chicago e alega que o sistema reduz a autonomia de mais de 14 mil lojas ao sugerir valores com base em dados não públicos.
A empresa nega que a IA determine os preços do Big Mac ou de outros itens. Em nota, afirmou que as recomendações são opcionais para os franqueados. Segundo a reportagem da Reuters citada pelo Canaltech, o sistema considera fatores como os preços de redes concorrentes e tenta estimar quanto os clientes aceitariam pagar em cada loja.
O que a ação alega?
Os autores afirmam que as sugestões algorítmicas podem interferir na precificação de franquias independentes e violar leis antitruste. A acusação não significa que um tribunal já tenha concluído que houve infração: o processo ainda não tinha novos desdobramentos quando o Canaltech publicou a notícia.
A reportagem da Reuters identificou uma diferença de 21% no preço de um Big Mac entre duas unidades da Califórnia separadas por cerca de três quilômetros. Esse exemplo mostra uma variação entre lojas, mas, por si só, não comprova que a IA tenha definido os valores.
É preço dinâmico?
A suspeita também levantou a possibilidade de preços mudarem em tempo real, como ocorre em alguns aplicativos de transporte. O McDonald’s contestou essa interpretação: segundo a empresa, a IA não determina os preços e as recomendações podem ser recusadas pelos franqueados. A notícia não informa se o processo pede uma mudança específica no sistema ou quando haverá uma decisão judicial.
Por que importa
Para franqueados, o caso questiona até que ponto recomendações de preços feitas pela rede podem limitar decisões de cada loja; a empresa diz que elas são opcionais. Para clientes, a diferença de preço relatada indica que os valores podem variar entre unidades, mas ainda não demonstra que a IA os tenha definido ou que haja mudanças em tempo real.