As remessas globais de smartphones caíram 20% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Counterpoint Research citados pelo Canaltech. Foi o menor volume para um terceiro trimestre desde 2012. No ranking de participação de mercado, a Samsung ficou em primeiro lugar, com 23%, e a Apple alcançou 22%.
Foi a primeira vez que o iPhone passou de 20% de participação durante um terceiro trimestre. A Samsung, por sua vez, também teria se beneficiado da demanda inicial pelo Galaxy Z Fold. Os dados apresentados não informam quantos aparelhos cada empresa enviou nem detalham a variação das remessas por fabricante.
A disputa por chips de memória
O texto relaciona a queda nas remessas à escassez de chips de memória. A expansão de data centers de IA aumentou a procura por memória de alta largura de banda, usada nesses sistemas. Como ela pode render mais, fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron direcionam mais recursos para produzi-la; com isso, há menos oferta de DRAM tradicional, usada em smartphones.
A pressão sobre a oferta pode elevar os custos das fabricantes de celulares, que talvez repassem parte deles aos consumidores. Mas o texto não informa quanto os preços podem subir nem quando isso aconteceria. Também ressalta que a participação de mercado, sozinha, não comprova que todas as fabricantes chinesas venderam menos ou que a falta de memória explique a diferença entre elas e as líderes.
O fim do ano ainda está em aberto
Xiaomi aparece em terceiro lugar, com 10%, seguida por Oppo, com 9%, e Vivo, com 8%. A Samsung está apenas um ponto percentual à frente da Apple. O Canaltech aponta que as vendas de fim de ano e o lançamento do primeiro iPhone dobrável, previsto para o fim de outubro, podem influenciar a disputa no quarto trimestre de 2026. O resultado desse período ainda não é conhecido.
Por que importa
Para quem pretende comprar um celular, a disputa por chips de memória pode significar custos maiores para as fabricantes e, possivelmente, preços mais altos. A reportagem não quantifica esse possível repasse nem permite concluir que todas as marcas chinesas tenham perdido vendas.