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Spotify remove 75 milhões de faixas por violações contra spam

A empresa também tirou mais de 50 milhões de faixas de spam e de baixa qualidade das recomendações no último ano.

Por Publicado pelo Oossa: 2 min de leitura

Ervo Rocks · Unsplash

O Spotify removeu mais de 75 milhões de faixas por violações graves ou repetidas de suas regras contra spam. Separadamente, a empresa retirou mais de 50 milhões de músicas com spam ou conteúdo de baixa qualidade gerado por inteligência artificial das recomendações ao longo do último ano. Isso não significa que as 50 milhões de faixas tenham sido apagadas da plataforma: a informação divulgada diz que elas deixaram de ser recomendadas.

A empresa afirma que identificou um padrão em músicas que ouvintes pulavam, ignoravam ou marcavam como indesejadas. Nos últimos seis meses, atualizou o sistema de recomendações para dar prioridade a músicas de artistas reais. Segundo o Spotify, as mudanças reduziram reclamações sobre esse tipo de conteúdo em rádios e playlists personalizadas; a empresa não informou números para essa redução.

Como o Spotify identifica spam

A plataforma combina sinais do comportamento dos ouvintes com padrões de envio, dados das faixas e ferramentas de detecção de IA de outras empresas. Entre os alvos estão envios em massa, cópias de músicas, manipulação de buscas, redes de playlists usadas para espalhar spam e faixas muito curtas que tentam contornar as métricas do serviço. Esses sinais podem indicar fraude ou conteúdo artificial, mas o texto não detalha como cada decisão é revisada.

O Spotify também permite que artistas indiquem nos créditos quais partes de uma música foram feitas com IA. Outro recurso, chamado “Verified by Spotify”, identifica perfis ligados a pessoas reais. A empresa diz que o selo já cobre mais de 300 mil artistas, dos quais mais de 70% são independentes.

Outras medidas para artistas

Perfis identificados como criados por IA recebem um rótulo e ficam fora das recomendações, a menos que o ouvinte escolha segui-los. O Spotify também está testando uma proteção que permite ao artista aprovar lançamentos atribuídos ao seu nome antes da publicação. O recurso estava em beta e, segundo o texto, deveria chegar a mais pessoas até o fim do ano.

Para gerar royalties, uma faixa precisa alcançar ao menos mil reproduções. Segundo o Spotify, músicas feitas com IA têm dez vezes mais chances de ficar abaixo desse limite. A empresa não explicou como calculou essa proporção.

Por que importa

Para quem usa rádios e playlists personalizadas do Spotify, a mudança pode reduzir a exposição a faixas que a empresa identifica como spam ou conteúdo de baixa qualidade. Ainda não há números divulgados sobre a queda nas reclamações nem detalhes sobre como são revistas as decisões de remoção.

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