A Apple atualizou as regras da App Store para proibir aplicativos que criam imagens íntimas sem consentimento usando inteligência artificial. A mudança também mira apps que parecem ferramentas comuns durante a análise da loja, mas liberam funções de “nudificação” depois de aprovados. Eles podem ser removidos, e seus desenvolvedores podem perder as contas no Apple Developer Program.
As novas diretrizes reforçam as exigências para aplicativos com conteúdo publicado por usuários. Eles devem adotar medidas preventivas contra imagens íntimas não consentidas — inclusive as geradas por IA — e oferecer formas de denunciar abusos e bloquear contas invasivas.
O que mais pode levar à remoção?
As regras também proíbem apps que facilitem tráfico humano, exploração infantil ou distribuição de material de abuso sexual infantil. A Apple afirma que pode agir contra esses aplicativos até quando são distribuídos por canais alternativos à App Store.
A atualização ocorre após críticas à presença de ferramentas de nudificação em lojas de aplicativos. Em julho, São Francisco ordenou que Apple e Google removessem apps desse tipo, sob a acusação de lucrar com serviços que geram imagens íntimas sem autorização. Em abril, o Tech Transparency Project identificou vários aplicativos da categoria nas duas plataformas, alguns classificados como adequados para menores.
O que ainda não está claro
A Apple diz que suas medidas de segurança barraram mais de 150 mil aplicativos com problemas de segurança no ano passado e que encerrou mais de 193 mil contas de desenvolvedores por fraude e abuso no mesmo período. A empresa não detalhou quantos apps serão afetados pelas novas regras nem como será feita a fiscalização específica.
Por que importa
Para quem usa a App Store, as regras ampliam a proteção contra aplicativos que criam imagens íntimas sem autorização e contra contas que assediam usuários. A mudança está confirmada, mas a Apple não informou quantos apps serão removidos nem como os usuários poderão acompanhar a aplicação das novas exigências.