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CyberCartel usa Claude e Grok em ataques na América Latina

O grupo hacker CyberCartel recorreu a ferramentas de IA da Anthropic, da SpaceX e da Moonshot AI para acelerar ataques a bancos e aplicativos de pagamento, roubando dados de mais de 400 instituições.

Por Publicado pelo Oossa: 1 min de leitura

Glen Carrie · Unsplash

Um grupo hacker conhecido como CyberCartel começou a usar agentes de IA para automatizar ataques cibernéticos contra serviços financeiros na América Latina. Entre as ferramentas estão Claude, da Anthropic, Grok, da SpaceX, e um agente do laboratório chinês Moonshot AI. Segundo a Straiker, startup de cibersegurança, o grupo obteve dados de mais de 400 instituições, incluindo bancos e aplicativos de pagamento móvel, e acessou contas de clientes com pouquíssimo esforço manual.

Como as ferramentas de IA estão sendo usadas

Segundo a pesquisa da Straiker, os agentes de IA conseguem criar mensagens de phishing, adivinhar senhas e navegar por sistemas comprometidos mais rápido do que um hacker humano. O grupo pode realizar ataques em uma escala que não seria possível apenas com métodos manuais. A Straiker compartilhou suas descobertas com os provedores de IA, e a Anthropic já bloqueou o acesso das contas envolvidas ao Claude. A SpaceX também está trabalhando em uma correção para o Grok, enquanto a Moonshot AI ainda não respondeu.

Por que importa

Para quem usa bancos e aplicativos de pagamento na América Latina, o uso de IA significa que os dados podem ser comprometidos mais rapidamente e em maior escala. Isso mostra que até serviços de IA amplamente disponíveis podem ser usados de forma indevida, levando os provedores a reforçar os controles de acesso. Até que as correções sejam implementadas, os usuários devem ficar atentos a atividades suspeitas nas contas.

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