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Austrália quer restringir óculos inteligentes em locais públicos

País propõe proibir o uso de óculos inteligentes vestíveis em determinadas áreas, acompanhando outras nações que endurecem as regras por preocupações com a privacidade.

OossaPublicado pelo Oossa: 1 min de leitura

mauro mora · Unsplash

O governo australiano anunciou planos para proibir o uso de óculos inteligentes em diversos espaços públicos. Um projeto de lei será enviado ao parlamento em breve, e autoridades afirmam que a medida é uma “alta prioridade”. A proposta vem na esteira de proibições semelhantes em tribunais pelo mundo e de preocupações crescentes com a possibilidade de dispositivos vestíveis gravarem áudio e vídeo sem consentimento.

Por que os governos estão intervindo

O governo da Noruega alertou para os riscos de uma sociedade em que gravações ocultas fazem as pessoas se sentirem inseguras, e vários países já proibiram óculos inteligentes em tribunais. Ativistas chamaram os dispositivos de “tecnologia para pervertidos”, pois eles podem captar rostos e vozes sem que as pessoas percebam. Empresas de tecnologia como Meta, Google e OpenAI argumentam que os óculos podem se tornar a principal forma de os usuários interagirem com a IA, mas analistas dizem que as preocupações com a privacidade agora pesam mais do que a conveniência.

O que isso pode significar para os consumidores

Se a proibição australiana for aprovada, consumidores, passageiros e frequentadores de eventos talvez precisem tirar ou desativar os óculos inteligentes antes de entrar em shoppings, estádios ou terminais de transporte. A restrição não seria uma proibição total: o governo afirma que o uso adequado é possível quando não há risco de filmar pessoas sem consentimento. A tendência mais ampla sugere que outros lugares podem adotar regras semelhantes, enquanto a previsão é que as vendas de dispositivos vestíveis ultrapassem US$ 1 trilhão no mundo entre 2026 e 2032.

Por que importa

Em breve, consumidores australianos talvez tenham de tirar os óculos inteligentes antes de entrar em muitos locais públicos, o que limitaria uma maneira prática de acessar a IA. A medida indica que preocupações com a privacidade podem levar à adoção de regras semelhantes em outros lugares, afetando quem já tem ou pretende comprar dispositivos vestíveis com IA. Ainda não está claro quais locais serão abrangidos nem como as regras serão fiscalizadas.

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