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Moonshot AI buscou capacidade de chips Blackwell da Nvidia na Europa, diz CNBC

O laboratório chinês de IA discutiu alugar capacidade em data centers europeus em meio às restrições dos EUA a chips, mas as conversas não confirmam que um acordo tenha sido fechado.

Por Publicado pelo Oossa: 2 min de leitura

Christian Lue · Unsplash

A Moonshot AI, empresa chinesa responsável pelos modelos Kimi, discutiu alugar acesso aos avançados chips Blackwell da Nvidia por meio de data centers na Europa, segundo a CNBC, que cita quatro pessoas familiarizadas com as conversas. As negociações ocorreram neste ano, mas não comprovam que a Moonshot tenha garantido capacidade computacional.

Três pessoas disseram à CNBC que a Moonshot tinha interesse em sistemas Blackwell, cuja importação para a China é efetivamente impedida pelos controles de exportação dos EUA. Duas fontes afirmaram que a empresa avaliava clusters na Europa para inferência — o processamento usado para gerar as respostas de um modelo aos usuários. Uma fonte também sabia de um possível interesse em capacidade para treinamento. Uma pessoa familiarizada com as conversas disse que foram discutidos arranjos para clusters com pelo menos 8,000 GPUs Blackwell.

Por que buscar capacidade fora da China?

As regras dos EUA restringem o envio dos chips mais avançados da Nvidia para a China. No entanto, empresas podem acessar capacidade computacional remotamente por meio de data centers em outros países, e a legislação atual não dá aos reguladores americanos ampla autoridade sobre o acesso à nuvem no exterior, segundo a CNBC. Em julho, a Casa Branca afirmou que a Moonshot havia acessado chips Blackwell por meio de uma instalação na Tailândia.

A busca da Moonshot por mais capacidade computacional ocorre após um período de rápido crescimento de seus modelos. A empresa afirmou que o Kimi K3, lançado em julho, reduziu a distância em relação aos principais sistemas dos EUA. Também disse que a demanda havia excedido sua capacidade e que suspendeu temporariamente novas assinaturas para priorizar os membros existentes. Segundo a CNBC, uma proposta para fornecer capacidade na Europa previa que a Moonshot pagasse adiantado de 30% a 50% a mais do que um cliente não chinês.

Debate sobre as regras segue em andamento

As possíveis negociações ocorrem enquanto Washington avalia se deve regulamentar também o acesso remoto, além do envio de chips. A Remote Access Security Act, que ampliaria os controles de exportação para incluir o acesso via nuvem a hardware e software críticos, foi aprovada pela Câmara em janeiro, mas ainda não passou pelo Senado. O Financial Times informou nesta semana que a Nvidia disse a provedores de nuvem que vendessem pelo menos 51% dos serviços a clientes não chineses; em sua declaração pública, a Nvidia destacou a importância de a infraestrutura dos EUA competir no mundo todo.

A Moonshot, a Nvidia e órgãos governamentais dos EUA e da China não responderam aos pedidos de comentário da CNBC. A reportagem descreve conversas e propostas, não um contrato confirmado nem uma mudança no acesso dos usuários do Kimi.

Por que importa

Para quem usa os modelos Kimi da Moonshot, mais capacidade computacional poderia ajudar a empresa a atender usuários ou treinar modelos, mas as conversas não confirmam um acordo nem qualquer mudança no serviço. As possíveis negociações também evidenciam uma lacuna nas regras dos EUA: o envio de chips para a China é restrito, enquanto o acesso remoto por meio de data centers no exterior é mais difícil de controlar.

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