Promotores federais afirmam que Abdulrahman Alfozan, engenheiro de 35 anos da OpenAI, instalou um pequeno gravador de áudio numa sala de conferências do escritório da empresa em San Francisco. O aparelho estava escondido num rolo de papel higiênico e preso atrás de um monitor. Alfozan é acusado de usar um dispositivo para interceptar comunicações orais e pode pegar até cinco anos de prisão. Ele foi demitido em 4 de outubro de 2026, após ser preso.
Como o chatbot foi usado
Segundo a denúncia criminal, Alfozan passou semanas pedindo a um “agente de produtividade” interno e a um chatbot de IA não identificado informações sobre reuniões na sala visada. Ele também usou uma conta de chatbot vinculada à esposa para obter orientações técnicas sobre como montar um gravador clandestino. O chatbot o ajudou a escolher uma placa Seeed XIAO ESP32‑S3 Sense, uma placa de desenvolvimento do tamanho de um polegar, vendida por US$ 13.99 e que inclui câmera, microfone e armazenamento microSD.
Resposta da empresa e investigação
A equipe de segurança da OpenAI encontrou o primeiro dispositivo durante uma varredura em 30 de setembro de 2026 e um segundo dispositivo criptografado na bolsa de Alfozan em 5 de outubro. A empresa avisou o FBI e suspendeu o acesso de Alfozan aos sistemas enquanto a investigação prosseguia. A OpenAI afirmou que não há evidências de que ele tenha acessado pesos de modelos, código-fonte ou dados de clientes.
Por que importa
Se as acusações forem verdadeiras, o caso mostra que ferramentas internas de IA podem ser usadas indevidamente para espionagem corporativa, levantando preocupações de segurança para empresas que permitem que funcionários acessem chatbots poderosos. Funcionários e executivos podem enfrentar um monitoramento mais rigoroso das consultas feitas com auxílio de IA e controles mais estritos sobre o acesso a dispositivos em áreas sensíveis.