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Tribunal confirma poder do Pentágono para incluir a Anthropic em lista negra após disputa sobre recursos do Claude
O Tribunal de Apelações do Circuito de D.C. decidiu que o Pentágono pode manter a Anthropic em uma lista negra, apesar de um tribunal de instância inferior ter considerado ilegal a medida com base em uma lei sobre cadeias de suprimentos, porque uma lei mais abrangente dá mais margem de ação ao Pentágono.
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O Departamento de Defesa afirmou que poderia incluir a startup de IA Anthropic em uma lista negra depois que a empresa se recusou a ativar determinados recursos do Claude para um projeto do Pentágono. Um tribunal federal de apelações em Washington, D.C., concordou que a medida do Pentágono é permitida por outra lei sobre cadeias de suprimentos. A decisão foi proferida em 25 de setembro de 2026 e mantém a lista negra em vigor, enquanto limita a decisão anterior do tribunal de instância inferior a uma lei mais restrita.
Como chegamos até aqui
Em agosto de 2026, um juiz do Tribunal Distrital do Norte da Califórnia concluiu que a lista negra do Pentágono violava o artigo 3252 do título 10 do Código dos Estados Unidos (10 U.S.C. § 3252). Essa lei restringe o conceito de “risco à cadeia de suprimentos” aos casos em que um adversário sabota deliberadamente ou insere código malicioso. O juiz afirmou que a Anthropic não havia demonstrado qualquer intenção maliciosa e, por isso, a inclusão na lista negra com base nessa regra era ilegal.
O Pentágono, porém, também invocou o artigo 4713 do título 41 do Código dos Estados Unidos (41 U.S.C. § 4713), uma autorização mais ampla que não exige prova de intenção maliciosa. O Congresso concedeu ao Circuito de D.C. jurisdição exclusiva para interpretar essa lei no contexto das compras de defesa. O tribunal de apelações afirmou que, nos termos do § 4713, a análise do tribunal de instância inferior sobre a intenção era irrelevante e, portanto, a lista negra poderia ser mantida.
O que acontece agora
O Pentágono pode continuar a tratar a Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos” com base na lei mais abrangente. A Anthropic ainda pode tentar contestar a decisão, mas qualquer recurso adicional deverá ser apresentado ao Circuito de D.C., não ao tribunal distrital. O caso mostra como o governo pode recorrer a diferentes definições legais para restringir fornecedores de IA que considera arriscados.
Por enquanto, o modelo Claude, da Anthropic, continuará indisponível em todos os sistemas do Pentágono que dependam dos recursos incluídos na lista negra. Outras empresas de IA que acompanham o caso poderão rever seus contratos com o Departamento de Defesa para evitar designações semelhantes.
Por que importa
A decisão significa que o Pentágono pode impedir que determinadas ferramentas de IA sejam usadas em seus sistemas mesmo que o fornecedor não tenha cometido irregularidades. Empresas que vendem IA ao governo poderão enfrentar condições contratuais mais rígidas ou proibições repentinas. Para os contribuintes, isso pode afetar a rapidez com que novas capacidades de IA são implantadas em projetos de defesa, possivelmente retardando a inovação ou elevando os custos caso menos fornecedores sejam considerados aptos.
Fontes e referências
| # | Fonte | Veículo | Data | Ponto principal |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Court rules Pentagon can blacklist Anthropic for refusing to enable Claude features ↗ | Ars Technica | 25 de set. de 2026 | "Overly constrained AI models" could cause military operations to fail, judges say. |
1 fontes
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