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Juiz rejeita ações antitruste contra os AI Overviews do Google

Um juiz federal rejeitou ações movidas por Chegg e Penske Media, afirmando que as alegações não atendem aos critérios da legislação antitruste.

OossaPublicado pelo Oossa: 1 min de leitura

Sasun Bughdaryan · Unsplash

Na quarta-feira, o juiz federal Amit Mehta rejeitou duas ações antitruste movidas por Chegg e Penske Media Corporation. As duas empresas acusaram o Google de desviar tráfego de seus sites com recursos de busca baseados em IA chamados AI Overviews. O juiz afirmou que as editoras tinham apenas uma “expectativa” de receber tráfego, e não um acordo legal, e que a legislação antitruste não pode substituir uma nova lei.

O que alegavam as ações

Chegg e Penske argumentaram que o Google obrigava as editoras a ceder seu conteúdo gratuitamente para aparecer nos AI Overviews, sob a ameaça de removê-las dos resultados de busca caso se recusassem. Segundo elas, essa prática prejudicou sua receita, pois menos usuários clicavam para acessar suas páginas.

Cenário atual

Segundo uma reportagem do The Information, o Google afirma que está pagando cerca de 100 editoras em um programa-piloto pelo conteúdo usado nos AI Overviews, no AI Mode e no Gemini. O juiz reconheceu as preocupações das editoras, mas disse que as normas antitruste não são o instrumento adequado para lidar com o impacto econômico de novas tecnologias.

Por que importa

Para as editoras, a decisão significa que elas não podem recorrer à legislação antitruste para obrigar o Google a pagar pelo tráfego perdido para os AI Overviews. Também indica que qualquer compensação provavelmente virá de acordos separados ou de uma futura legislação, e não dos tribunais. O impacto prático para os usuários comuns é mínimo: eles continuarão vendo resumos gerados por IA nos resultados de busca.

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