A Blue Cross Blue Shield Association (BCBSA) afirma que a codificação médica com IA acrescentou cerca de US$ 942 milhões aos custos de seus planos de saúde entre 2023 e 2025. O aumento se deve principalmente a diagnósticos secundários adicionais, que enquadram os pacientes em categorias de reembolso mais elevado. A BCBSA estima que cerca de 70% dos US$ 942 milhões — aproximadamente US$ 653 milhões — estejam ligados a diagnósticos que não mudaram o atendimento recebido pelos pacientes.
Os hospitais vêm adotando rapidamente ferramentas de IA para codificação; a BCBSA observa que 60% dos sistemas hospitalares usavam essas ferramentas no mesmo período. As seguradoras também usam IA na análise de pedidos de reembolso, mas, segundo a BCBSA, qualquer negativa precisa ser avaliada por um profissional de saúde.
O que os números significam para os pacientes
A BCBSA alerta que reembolsos mais altos sem ampliação do atendimento podem acabar se refletindo em prêmios de seguro e despesas do próprio bolso maiores para os consumidores. Luke Chalker, vice-presidente sênior de produtos e ciência de dados da empresa, afirma que o aumento dos custos “pode acabar [...] se refletindo em prêmios e despesas do próprio bolso mais altos”.
Analistas do setor apontam uma alta projetada de 8,2% nos custos de cobertura de saúde por funcionário em 2027, o maior aumento desde 2003, que pode ser impulsionado em parte por essas mudanças na codificação.
Por que importa
Para os consumidores, o aumento da codificação com IA pode significar prêmios de seguro-saúde e despesas do próprio bolso mais altos, mesmo que o atendimento em si não tenha mudado. Os hospitais afirmam que a IA melhora a documentação, mas as seguradoras alertam que os códigos adicionais podem simplesmente elevar os custos, que acabam repassados aos segurados.